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Estudo confirma relação entre excesso de peso e infertilidade feminina

Um estudo divulgado recentemente na publicação científica PLOS Medicine reforçou a associação entre a obesidade e a infertilidade feminina. A pesquisa indicou que as mulheres com maior Índice de Massa Corporal (IMC) sofrem mais os impactos causados pelas doenças reprodutivas.

A revista científica chegou a essa conclusão após a análise de dados de mais de 257 mil mulheres do continente europeu, de 40 a 69 anos. Os pesquisadores da Universidade de Oxford (Reino Unido) desenvolveram um modelo de comparação entre o IMC, a proporção entre a cintura-quadril e as chances de infertilidade.

De acordo com a ginecologista e especialista em reprodução humana do Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis, Dra. Maria Eduarda Amaral, as mulheres com excesso de peso têm que lidar principalmente com o desafio da ausência de ovulação. Porém, a infertilidade também pode acontecer no caso das que conseguem ovular. 

“Em muitos dos casos, as pacientes ficam longos períodos sem a menstruação ou enfrentam irregularidades no período menstrual. Essa irregularidade pode ser associada a características como muitos pelos no corpo, queda de cabelo, mudanças no metabolismo, ovários policísticos, entre outras.

Dados de 2015 do Ministério da Saúde apontam que mais da metade (51%) dos brasileiros sofrem com excesso de peso. Entre estes, 48% são mulheres em idade reprodutiva. 

A especialista explica que a gordura tem enzimas essenciais para a síntese hormonal do corpo humano. “Quando o peso está dentro da normalidade, há equilíbrio hormonal. Porém, a ocorrência do sobrepeso ou obesidade pode desequilibrar a síntese dos hormônios e consequentemente impactar a fertilidade humana”, explica a Dra.

A Dra. Maria Eduarda também chama a atenção para o fato de que a obesidade pode ser associada ao desenvolvimento de óvulos de pior qualidade, alteração da receptividade do endométrio para implantação e taxa de fertilização reduzida. “Nesses casos, os embriões podem ter menos células e se desenvolver mais lentamente”, assegura.

Mudança de hábitos – Na visão da ginecologista, a manutenção de hábitos saudáveis no estilo de vida é a maneira mais eficaz de reduzir os riscos de doenças reprodutivas. No caso de um tratamento de reprodução assistida, a perda de peso também é importante: “é o principal fator para restaurar o equilíbrio hormonal e reduzir as complicações da gravidez para a mãe e para o bebê. O profissional de RA também pode solicitar auxílio de uma equipe multiprofissional com nutricionista, personal trainer e psicólogo”, garante.