Técnica de Reprodução Assistida permite diagnosticar doenças genéticas no embrião

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Técnica de Reprodução Assistida permite diagnosticar doenças genéticas no embrião

2 de fevereiro de 2018

O Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (DGPI) é uma técnica que está em constante evolução e possibilita diagnosticar alterações genéticas que podem acarretar em doenças ao bebê. A técnica é realizada no embrião e as alterações encontradas podem ser tanto nos genes como nos cromossomos.

Estas informações genéticas dos embriões permitem que tanto os especialistas como os pacientes tomem uma decisão assertiva sobre quais embriões têm mais chances de desenvolvimento e podem ter chances maiores de uma gravidez mais tranquila.

Adelino Amaral, ginecologista da Genesis Brasília, explica como é feito o DGPI: “A paciente é submetida a uma fertilização in vitro e quando embrião chega ao estágio de quinto dia de seu desenvolvimento é realizado um procedimento para tirar algumas de suas células que serão avaliadas em laboratório de genética. Depois disso, o embrião é congelado até que os resultados finais do estudo sejam entregues. Caso o embrião não apresente nenhum problema genético, a equipe médica prepara sua transferência para o útero”.

TIPOS DE DGPI: Existem dois tipos de DGPI. “O primeiro, classicamente conhecido como PGD (Diagnóstico Genético), é indicado para os pacientes que são portadores de alguma mutação ou doença em seus genes e não querem transmiti-las para sua descendência”, afirma o especialista. Vários tipos de mutações podem ser descobertas e avaliadas com essa técnica, como a hemofilia ou distrofia muscular progressiva, por exemplo.

O outro é o PGS (Screening Cromossômico Pré-Gestacional) que é indicado para avaliar alterações na estrutura e no número de cromossomos. “A principal indicação para este tipo é idade materna avançada, onde há maior incidência de embriões comprometidos, podendo ser maior até 50% dos casos”, esclarece.

RESTRIÇÕES – O Diagnóstico Genético Pré-Implantacional tem respaldo jurídico pela resolução 2.168 do Conselho Federal de Medicina. “A técnica é permitida somente para diagnosticar doenças nos embriões. É expressamente proibido usar o DGPI para selecionar sexo ou características físicas do futuro neto, como a cor dos olhos, cabelo, estatura, entre outras”, finaliza Adelino Amaral.

A GENESIS – A Genesis é uma clínica de reprodução humana que conta com mais de 30 profissionais capacitados na área. Os médicos participam ativamente da formação de novos colegas e parte deles ocupa ou já ocupou cargos importantes nas sociedades de especialidades e entidades ligadas à área de reprodução assistida, assim como o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Rede Latinoamericana de Reprodução Assistida (Redlara).

Com 25 anos de atuação, a Genesis – Centro de Assistência em Reprodução Humana conta com profissionais especializados, formados nos principais centros acadêmicos do mundo para prestar serviços de excelência na área de reprodução humana assistida. Com uma ampla experiência, a equipe Genesis busca constantemente a qualidade em medicina reprodutiva agregando conhecimento e tecnologia e primando pela assistência ética, personalizada, com confidencialidade e foco no melhor resultado para cada caso.

 

Por Larissa Sampaio
Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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