Reserva ovariana: qual sua importância e como medi-la?

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Reserva ovariana: qual sua importância e como medi-la?

22 de novembro de 2019

A reserva ovariana representa a quantidade de óvulos que uma mulher possui. Avaliá-la é importante para quem deseja ser mãe porque são esses óvulos que podem gerar um embrião após serem fecundados. Como a quantidade de óvulos da mulher é finita e começa a diminuir drasticamente a partir dos 35 anos de idade, as chances de gravidez também diminuem com o passar dos anos.

Apesar de ser o fator individual mais importante para avaliar a quantidade de óvulos que a mulher ainda possui, a idade não é o único indicativo para isso, já que a reserva ovariana pode variar de forma significativa entre mulheres da mesma idade. 

Um exame eficiente para a avaliação da reserva ovariana é a contagem de folículos antrais (CFA). Trata-se da soma de todos os folículos entre 2-10 mm nos dois ovários, em um exame de ultrassonografia transvaginal. “É como se o folículo fosse uma uva e o óvulo, o caroço lá dentro”, explica Manoela Porto, ginecologista da Genesis. 

“A partir da expressão desses folículos, você consegue ter uma ideia do estoque da mulher. Sempre explico às minhas pacientes que a contagem de folículos antrais é como uma vitrine: é o que conseguimos enxergar. É como se fosse uma população de folículos disponíveis para ‘comprarmos’ da vitrine, ou seja, estimular e utilizar, por exemplo, em um ciclo de estimulação para um tratamento de reprodução assistida como a fertilização in vitro ou para congelamento de óvulos”, detalha Manoela.

Segundo pesquisa conduzida pelo Serviço de Medicina da Reprodução do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, a contagem de folículos antrais mostrou-se superior a vários outros marcadores, apresentando 89% de sensibilidade para detectar o número de folículos. 

Outras possibilidades – “Atualmente, nós temos dois marcadores de primeira linha que são a contagem de folículos antrais e a dosagem do hormônio anti-Mülleriano, produzido pelos folículos de reserva do ovário”, ressalta a ginecologista.

Hormônio anti-mülleriano –  “Por meio da produção desse hormônio você consegue ter uma estimativa da quantidade de óvulos residuais que essa paciente tem no decorrer da vida reprodutiva”, explica Manoela.

“Vale sempre a pena ressaltar que esses exames não são um teste de fertilidade. Trata-se de testes de reserva, não são marcadores de que você vai engravidar e muito menos refletem o tempo em que se pode adiar para engravidar. Mesmo que você tenha uma baixa reserva ovariana, o seu potencial reprodutivo pode se revelar se você tiver um ciclo menstrual regular e não possuir outros fatores de infertilidade, como alteração nas trompas, na cavidade do útero e fator masculino, por exemplo”, esclarece a médica.

 

Por Gabriela Brito Conversa | Estratégias de comunicação integrada

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