Estudo aponta que mulheres que usam aplicativos para monitorar ciclo menstrual aumentam suas chances de engravidar em até 20%

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Estudo aponta que mulheres que usam aplicativos para monitorar ciclo menstrual aumentam suas chances de engravidar em até 20%

22 de setembro de 2020

Um estudo recém-publicado pela renomada revista científica Human Reproduction concluiu que o uso de aplicativos de monitoramento do ciclo menstrual e do período fértil aumenta as chances de mulheres que estão tentando engravidar em até 20%.

Os pesquisadores analisaram 8.363 mulheres que estavam tentando engravidar há pelo menos seis meses. Foram considerados fatores como idade, raça/etnia, se a mulher já havia tido outra gravidez, índice de massa corporal, renda, tabagismo, consumo de cafeína, uso de contraceptivos hormonais, horas de sono por noite e regularidade do ciclo.

Resultados – 72,7% das mulheres analisadas usavam um ou mais aplicativos para monitorar seu ciclo menstrual. O uso deles, especialmente quando combinados com outros indicadores de fertilidade, como temperatura basal, muco cervical e posição do colo do útero, pode aumentar a fecundabilidade (probabilidade de gravidez por ciclo) entre 12% e 20% para aquelas que estão tentando engravidar.

“Além da ajuda de aplicativos, métodos como avaliação do muco cervical, monitoração da temperatura basal e uso da fita de LH urinário ajudam a programar o período fértil”, ressalta Maria Eduarda Amaral, ginecologista da Genesis.

“Os resultados nos permitem reforçar que ter relação no período fértil é essencial para quem está tentando engravidar. Se o casal tem uma frequência sexual alta, muito possivelmente prescinde do uso desse monitoramento, pois acaba já tendo relações nesse período. Já casais com uma frequência menor devem buscar ativamente localizar e concentrar a atividade sexual nesse período, lembrando que ele se inicia em torno de cinco dias antes da ovulação”, explica.

Ciclo menstrual – O ciclo menstrual é dividido em duas fases: a folicular e a lútea. “Na fase folicular ocorre o crescimento e a maturação do folículo, que contém o óvulo a ser ovulado naquele mês. A lútea acontece após a ovulação e se caracteriza pela presença do corpo lúteo, que é como chamamos o folículo roto após a liberação do óvulo. Ele passa a produzir um hormônio chamado progesterona, que é essencial para o estabelecimento e manutenção da gestação”, explica Maria Eduarda.

Quando não há gravidez, o corpo lúteo degenera e atrofia e, pela falta da progesterona, o endométrio, que é o revestimento interno do útero, descama. Esse fenômeno é o que chamamos de menstruação e acontece de forma cíclica todo mês.

“É importante fazer um calendário menstrual, pois sabemos que os dias mais férteis são os que antecedem a ovulação. A janela fértil é compreendida entre o dia da ovulação e os cerca de cinco dias que o antecedem. Nesse período, a orientação é de manter relações diárias ou a cada dois dias”, detalha a ginecologista.

Ovulação – A ovulação ocorre sempre 14 dias antes da próxima menstruação, ou seja, é um diagnóstico retrospectivo. Por isso é muito importante fazer esse calendário, de modo a avaliar a média dos últimos ciclos e calcular esse período. “Caso os ciclos tenham duração menor que 21 dias, maior que 35 dias ou variação maior que 9 dias entre eles, dizemos que são ciclos irregulares. Nesses casos é recomendável buscar aconselhamento médico”, atenta Maria Eduarda.

 

Por Gabriela Brito Conversa | Estratégias de Comunicação Integrada

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