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Junho Laranja: acesso a informações confiáveis é essencial para combater infertilidade, diz especialista

Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o mês de conscientização sobre a infertilidade, o Junho Laranja chama atenção para uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo. Estima-se que entre 50 e 80 milhões de indivíduos convivam com dificuldades na concepção, o que equivale a cerca de 17,5% da população adulta global, segundo relatório de 2023 da OMS.

Para a ginecologista e especialista em reprodução humana do Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis, Dra. Hitomi Nakagawa, o acesso à informação de qualidade é essencial no enfrentamento da infertilidade. “A obtenção de informações seguras com bases científicas relacionadas à saúde reprodutiva e às opções de tratamento para a infertilidade, por meio de profissionais sérios e experientes, pode evitar que os casais afetados pelo problema percam a oportunidade de ter seus próprios filhos biológicos”, afirma.

Segundo a médica, a internet tem colaborado para a disseminação de informações equivocadas, o que pode confundir e desorientar pacientes. A Dra. Hitomi ainda aponta que a infertilidade pode ter origem feminina, masculina ou estar associada a fatores combinados do casal. “A taxa de infertilidade é igual para mulheres e homens: 35%. A combinação de fatores de ambos representa 20% e 10% permanecem sem causa definida. Apesar disso, a maioria dos casos é tratável, desde que diagnosticado e acompanhado por profissionais qualificados”, avalia.

Além da desinformação, outro fator preocupante é o adiamento da gravidez. O envelhecimento natural reduz a fertilidade feminina, especialmente após os 35 anos, devido à diminuição da quantidade e qualidade dos óvulos. Nessa fase, o risco de aborto e de doenças genéticas também aumenta. 

Mas a Dra. Hitomi destaca que a idade do homem também pode ter impacto na saúde dos futuros filhos. “Muito se debate sobre as repercussões negativas da idade da mulher sobre a fertilidade e a saúde da prole. Porém, existem graus semelhantes de associação da idade do homem e efeitos adversos sobre a saúde dos filhos, como problemas neurológicos e outras doenças”, alerta.

Entre os sinais de alerta para a infertilidade estão menstruações irregulares, endometriose, infecção pélvica anterior e síndrome dos ovários policísticos. Nesses casos, a avaliação médica precoce faz toda a diferença.

A ginecologista também reforça que o primeiro passo para superar o problema é buscar orientação. “Muitos casais chegam ao consultório com medo da infertilidade e frustrados após alguns meses de tentativas, sem saber que ainda há muitas alternativas pela frente e que, na maioria dos casos, a gravidez será alcançada com uma ajudinha menor ou maior da medicina ou mesmo com as técnicas de reprodução assistida”, conclui.