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Mês do Orgulho: Caminhos e Possibilidades da Reprodução Assistida para a Comunidade LGBTQIA+

Ouvir o coraçãozinho batendo pela primeira vez, acompanhar o crescimento na ecografia e vivenciar a emoção do nascimento. A jornada rumo à maternidade ou paternidade é um dos momentos mais marcantes da vida. Para a comunidade LGBTQIA+, sabemos que essa realidade nem sempre foi acessível, mas a medicina reprodutiva avançou consideravelmente para transformar esses sonhos em encontros reais.

Neste Mês do Orgulho, o Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis reforça o seu compromisso com a diversidade e com o direito de construir novas histórias de amor e família. Conheça as principais alternativas que a ciência oferece hoje para que o seu sonho se torne realidade:

Para as mulheres que desejam gestar juntas, existem duas abordagens principais, definidas a partir de fatores como idade, reserva ovariana e a preferência individual do casal:

Inseminação Artificial: É um procedimento de baixa complexidade. Realiza-se uma estimulação hormonal leve em uma das parceiras para monitorar a ovulação. No momento ideal, o sêmen de um doador é injetado diretamente no útero. Neste método, os óvulos não são retirados ou manipulados em laboratório.

Fertilização in Vitro (FIV): Técnica de alta complexidade em que os ovários de uma das pacientes são estimulados para a coleta de óvulos. A fecundação com o sêmen do doador ocorre em ambiente laboratorial. Os embriões gerados são cultivados (geralmente até o estágio de blastocisto, entre o 3º e o 5º dia) e transferidos para o útero. A transferência pode ser feita na mesma mulher que forneceu os óvulos ou no útero da parceira, permitindo uma participação ativa de ambas no processo.

A obtenção de óvulos é uma etapa essencial tanto para casais homoafetivos masculinos quanto para mulheres que necessitam de gametas doados. No Brasil, essa jornada pode seguir por dois caminhos autorizados:

Ovodoação Compartilhada: Um programa em que uma mulher (geralmente com menos de 35 anos e sem histórico de doenças genéticas ou infecciosas) doa parte de seus óvulos e, em contrapartida, o casal receptor ajuda a custear parte do tratamento dela. É uma excelente alternativa integrativa, inclusive para casais masculinos.

Bancos de Óvulos Internacionais: Como a comercialização de gametas é proibida em território nacional, a importação via bancos internacionais é regulamentada e autorizada pela Anvisa. Vale destacar que a doação deve ser estritamente anônima, não sendo permitida a doação direta por amigas ou parentes sem a devida validação e crivo do Conselho Regional de Medicina (CRM).

A afirmação de gênero é um passo fundamental de liberdade, mas as terapias hormonais podem impactar diretamente o sistema reprodutivo. Por isso, a conscientização e o planejamento precoce, em parceria com endocrinologistas e ginecologistas, fazem toda a diferença:

Homens Trans: A preservação de óvulos pode ser realizada por meio da estimulação ovariana e congelamento dos gametas. O procedimento pode ocorrer antes do início da terapia hormonal ou após uma pausa orientada no tratamento, resguardando a chance de uma gestação futura no próprio útero ou no de uma parceira.

Mulheres Trans: O uso de estrogênio na terapia de afirmação de gênero inibe a espermatogênese (produção de espermatozoides) e pode causar alterações irreversíveis na fertilidade. Dessa forma, o ideal é que a coleta e o congelamento preventivo de sêmen sejam realizados antes do início do tratamento hormonal.

No universo da reprodução assistida, as possibilidades são amplas e dinâmicas, mas o ponto de partida é sempre o mesmo: a individualidade de cada história.

Aqui no Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis, nós compreendemos e respeitamos a singularidade da sua jornada. Estamos de portas abertas para oferecer um acolhimento humanizado, seguro e com excelência médica em cada etapa do caminho.

Orgulho é ver a sua família nascer. Agende uma consulta conosco e dê o primeiro passo.