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Bebida alcoólica e fertilidade: atenção redobrada durante o Carnaval

Com a chegada do Carnaval, é comum que o clima de festa venha acompanhado de alguns excessos. Entre eles, o consumo elevado de bebidas alcoólicas. Embora seja um período de celebração, é importante lembrar que esses hábitos podem ter reflexos diretos na saúde reprodutiva de homens e mulheres, especialmente para quem deseja engravidar ou já está em tratamento de fertilidade.

O álcool interfere em diversos mecanismos do organismo ligados à reprodução. Nas mulheres, pode afetar a produção hormonal e desregular o ciclo menstrual. Já nos homens, o consumo frequente está associado à redução da qualidade e da motilidade dos espermatozoides, fatores essenciais para a concepção. 

“O álcool age de forma silenciosa na fertilidade. Muitas vezes, o casal não percebe que hábitos comuns do dia a dia estão impactando diretamente as chances de uma gestação”, explica o ginecologista e sócio do Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis, Dr. Adelino Amaral.

Estudos populacionais realizados em diferentes países apontam que mulheres que consomem mais de duas doses de bebida alcoólica por dia apresentam taxas mais elevadas de infertilidade. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma dose corresponde a cerca de 10 gramas de álcool. Além disso, dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) indicam que o consumo de bebidas alcoólicas aumentou nos últimos anos, reforçando o alerta para os cuidados com a saúde reprodutiva.

Para quem está planejando uma gravidez ou se preparando para iniciar um tratamento de reprodução assistida, a recomendação é clara. “O ideal é evitar ou reduzir significativamente o consumo de álcool de três a seis meses antes da tentativa de engravidar. Esse intervalo permite que o organismo se recupere e ofereça melhores condições para a fertilidade”, orienta o Dr. Adelino Amaral. 

Por isso, neste Carnaval, curtir com consciência é também uma forma de cuidar do futuro e manter vivas as chances de realizar o sonho da maternidade e da paternidade.