O Dia Mundial da Saúde (7 de Abril) é uma data que convida à reflexão sobre o bem-estar integral do corpo e da mente. No campo da medicina reprodutiva, o cuidado com a saúde ganha um peso ainda mais simbólico: ele é o alicerce para quem deseja realizar o sonho de formar uma família.
De acordo com o ginecologista e sócio do Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis, Dr. Adelino Amaral, a fertilidade não deve ser vista como um fator isolado, mas como o reflexo direto dos hábitos cotidianos. “Uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável não apenas aumentam as chances de sucesso em tratamentos de reprodução assistida, mas promovem o bem-estar geral do casal”, explica o especialista.
A nutrição desempenha um papel biológico crucial tanto na qualidade dos óvulos quanto na motilidade dos espermatozoides. Segundo o Dr. Adelino, pequenos ajustes na rotina alimentar podem gerar grandes resultados. A recomendação central é a substituição de produtos ultraprocessados, ricos em sódio e gorduras ruins, por alimentos frescos e naturais.
“A alimentação deve ser rica em nutrientes que combatem os radicais livres, que em desequilíbrio prejudicam a fertilidade. Substâncias como zinco, selênio e vitaminas C, E e B12 são fundamentais para o bom funcionamento do sistema reprodutor masculino e feminino”, destaca o médico.
O que priorizar e o que evitar:
- Incluir: Cereais integrais, carnes magras, oleaginosas (amêndoas e castanhas), verduras verdes escuras e frutas cítricas.
- Substituir: Trocar carboidratos simples (pão branco e açúcar) por complexos (batata-doce, mandioca e arroz integral).
- Moderar: Reduzir o consumo de café, refrigerantes à base de cola e chás mate ou preto.
Não é apenas o que se come que importa. A forma; como o corpo descansa e processa as emoções também define o sucesso reprodutivo. O Dr. Adelino Amaral alerta que o estresse crônico eleva os níveis de cortisol, o que pode interferir diretamente na ovulação e na implantação do embrião.
“O equilíbrio emocional é vital. No contexto da reprodução assistida, as expectativas e ansiedades são naturais, mas é preciso buscar ferramentas de relaxamento, como ioga, meditação ou terapia. O sono também é um pilar: é durante o descanso que nosso corpo se recupera e promove a regulação hormonal necessária para a fertilidade”, ressalta.
Seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática de pelo menos 150 minutos de atividade física semanal é recomendada para melhorar a circulação sanguínea e regular os hormônios. Além disso, o controle do peso corporal é essencial, já que tanto a obesidade quanto a desnutrição impactam negativamente o sistema endócrino.
Por fim, o especialista reforça a necessidade de abandonar hábitos nocivos. O tabagismo e o consumo excessivo de álcool são grandes inimigos da qualidade dos gametas. “Cada passo em direção a uma vida saudável é uma contribuição valiosa para o objetivo de ter um filho. Consultar um profissional especializado garante que essa jornada seja personalizada e segura”, conclui o Dr. Adelino Amaral.



