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Janeiro Branco: saúde mental e fertilidade caminham juntas

O mês de janeiro é marcado pelo movimento Janeiro Branco, que convida à reflexão sobre a importância da saúde mental e do cuidado emocional ao longo de todo o ano. Quando falamos em fertilidade e em tratamentos de Reprodução Assistida, esse tema se torna ainda mais essencial. Afinal, corpo e mente estão profundamente conectados, e o bem-estar emocional pode influenciar diretamente essa jornada.

Enfrentar dificuldades para engravidar não é simples. A cada tentativa sem sucesso, é natural que sentimentos como ansiedade, frustração, medo e insegurança se intensifiquem. De acordo com o ginecologista e sócio do Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis, Dr. Adelino Amaral, em muitos casos o desgaste emocional pode levar à perda da esperança, ao surgimento de quadros de depressão e até a conflitos no relacionamento. Por isso, cuidar da saúde mental não é um detalhe, mas parte fundamental do tratamento.

O estresse prolongado, por exemplo, pode impactar o equilíbrio hormonal e reprodutivo. “Ele pode interferir na regularidade do ciclo menstrual, na ovulação e até na qualidade dos óvulos e dos espermatozoides. Além disso, níveis elevados e constantes de hormônios do estresse, como o cortisol, podem prejudicar processos importantes, como a implantação do embrião no útero durante um tratamento de reprodução assistida”, comenta o profissional.

No contexto da Reprodução Assistida, as expectativas e incertezas fazem parte do processo. Cada etapa pode gerar ansiedade e aumentar a pressão emocional, tornando o caminho mais desafiador. Reconhecer esse impacto e buscar estratégias para lidar com ele é essencial para preservar o equilíbrio emocional e favorecer o sucesso do tratamento.

Para o Dr Adelino, práticas como a atividade física regular, seja uma caminhada, ioga ou dança, ajudam a reduzir o estresse e promovem bem-estar. Técnicas de relaxamento, meditação e acompanhamento terapêutico também são grandes aliadas para acalmar a mente e lidar com as emoções. Além disso, contar com uma rede de apoio, seja por meio de terapia individual, grupos de apoio ou conversas com pessoas de confiança, pode fazer toda a diferença.

“Na Genesis, entendemos que a Reprodução Assistida vai muito além dos procedimentos médicos. Por isso, valorizamos o acompanhamento multidisciplinar e reconhecemos o papel essencial do suporte psicológico ao longo dessa jornada. Contamos com profissionais parceiros que oferecem um espaço seguro de acolhimento, escuta e orientação, ajudando pessoas e casais a lidar com o estresse, as pressões emocionais e as decisões que surgem ao longo do caminho”, assegura o ginecologista.

O acompanhamento terapêutico também auxilia no enfrentamento de questões profundas, como o luto pela perda da concepção natural, o impacto nos relacionamentos familiares e sociais, além das mudanças na autoestima e na identidade pessoal. Cuidar dessas emoções é uma forma de autocuidado e de fortalecimento emocional, individual e a dois.