O mês de agosto traz consigo reflexões profundas sobre o papel da paternidade. Recentemente celebrado, o Dia dos Pais desperta em muitos homens e casais o desejo, por vezes adiado ou cercado de dúvidas, de construir ou ampliar a família. No entanto, quando a gestação demora a acontecer, o caminho para a realização deste sonho pode exigir olhar para um fator crucial e ainda cercado de tabus: a infertilidade masculina.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que cerca de 15% dos casais em todo o mundo enfrentam dificuldades para engravidar após um ano de relações sexuais regulares e sem uso de métodos contraceptivos. Longe de ser uma questão exclusivamente feminina, a responsabilidade é compartilhada: 30% dos casos são causados por fatores masculinos, 30% por fatores femininos e 40% decorrem de uma combinação de fatores do casal ou de causas mista.
“Celebrar a paternidade também significa olhar para a própria saúde. A infertilidade masculina ainda é um tema delicado para muitos homens, mas buscar informação e acompanhamento especializado é o primeiro e mais importante passo. A boa notícia é que, com o diagnóstico correto e precoce, a medicina reprodutiva oferece caminhos seguros para transformar esse sonho em realidade”, destaca o Dr. Joseph Monteiro, médico urologista do Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis.
A produção e o transporte dos espermatozoides dependem do equilíbrio hormonal, genético e do bom funcionamento do sistema reprodutor. Entre as principais causas que podem afetar a fertilidade no homem, destacam-se:
Baixa contagem de espermatozoides (Oligospermia): A quantidade reduzida de espermatozoides no ejaculado diminui as chances de fertilização do óvulo.
Problemas de motilidade (Astenospermia): Espermatozoides com pouca movimentação têm dificuldade de navegar pelo trato reprodutivo feminino até o óvulo.
Alterações na forma e estrutura (Teratospermia): Anormalidades morfológicas podem prejudicar a capacidade de penetração no óvulo.
Varicocele: A dilatação das veias dos testículos eleva a temperatura local, o que compromete a produção e a qualidade dos espermatozoides.
Obstruções nos canais reprodutores: Bloqueios nas vias de transporte impedem a ejaculação adequada dos espermatozoides.
Disfunções hormonais: Desequilíbrios nos níveis de testosterona e alterações em taxas como hormônios da tireoide, prolactina, insulina e glicose afetam diretamente a produção espermática.
Fatores genéticos: Condições cromossômicas, como a Síndrome de Klinefelter ou microdeleções no cromossomo Y, impactam a fertilidade.
Lesões e traumas: Cirurgias prévias ou lesões nos testículos podem comprometer a função reprodutiva.
Estilo de vida e uso de substâncias: O tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a obesidade, o estresse, o uso de anabolizantes ou terapias hormonais sem indicação e a exposição a ambientes com calor excessivo ou radiação prejudicam a qualidade dos espermatozoides.
Quando procurar ajuda?
Alguns antecedentes de saúde e hábitos cotidianos servem como ponto de atenção. Vale a pena buscar a avaliação de um urologista especialista em reprodução assistida se você possui o desejo de ser pai e se identifica com algum dos pontos a seguir:
- Histórico de caxumba na infância ou adolescência;
- Testículo que não desceu adequadamente na infância (criptorquidia);
- Diagnóstico ou suspeita de varicocele;
- Dificuldades de ereção ou disfunção sexual;
- Tratamentos prévios de radioterapia ou quimioterapia;
- Exposição ocupacional contínua a ambientes de calor intenso (como siderurgia ou cozinhas industriais) ou à radiação;
- Sobrepeso ou obesidade;
- Uso contínuo de medicamentos, terapias hormonais sem acompanhamento ou anabolizantes;
- Tabagismo ou consumo frequente e elevado de bebidas alcoólicas.
A investigação da fertilidade masculina começa com uma anamnese detalhada do histórico médico, sexual e reprodutivo do paciente. A partir disso, são solicitados exames específicos para avaliar a saúde reprodutiva de forma precisa.
“O exame fundamental para iniciar a investigação no homem é o espermograma. Ele avalia a quantidade, a concentração, o aspecto morfológico, que reflete as características da cabeça, cauda e tamanho do espermatozoide, e a motilidade, além de parâmetros como coloração, viscosidade e pH”, explica o Dr. Joseph Monteiro.
Nos casos em que o espermograma indica a ausência total de espermatozoides (azoospermia) ou uma quantidade extremamente baixa, a investigação precisa ser aprofundada:
“Quando identificamos uma contagem muito reduzida ou nula, é essencial investigar a parte genética por meio do cariótipo (exame de sangue que avalia a estrutura dos cromossomos) e do rastreio de alterações no cromossomo Y. Da mesma forma, investigar o perfil endócrino e metabólico é indispensável, pois alterações na tireoide, na prolactina ou nos níveis de glicose e insulina interferem diretamente na produção dos espermatozoides”, reforça o Dr. Joseph Monteiro.
Muitas das causas de infertilidade masculina podem ser tratadas, corrigidas ou superadas com o auxílio de técnicas modernas de reprodução assistida, como a Inseminação Intrauterina ou a Fertilização in Vitro (FIV). No Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis, dispomos de uma equipe multidisciplinar e tecnologia de ponta para acompanhar você em cada etapa da jornada rumo à paternidade. Agende uma consulta e conheça a sua saúde reprodutiva.



