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Dia da Mulher: quando o tempo da maternidade é o tempo da mulher

No Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, a fertilidade também entra em pauta. A forma como as mulheres encaram a maternidade vem mudando ao longo das últimas décadas. Cada vez mais brasileiras optam por ter filhos em um momento mais tardio da vida, seja por priorizar a carreira, buscar estabilidade emocional e financeira ou, simplesmente, por escolher o tempo que consideram ideal para formar uma família. Nesse cenário, a gravidez tardia deixa de ser exceção e passa a refletir transformações sociais importantes.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que essa realidade está se consolidando no país. Em 2022, mais de 106 mil brasileiras com mais de 40 anos se tornaram mães, um crescimento de 65,7% em comparação a 2010. O número evidencia que a maternidade tem sido cada vez mais planejada e alinhada aos diferentes projetos de vida das mulheres.

De acordo com a ginecologista e especialista na Genesis – Centro de Assistência em Reprodução Humana, Dra. Maria Eduarda Amaral, a gestação passa a ser considerada tardia a partir dos 35 anos. “A decisão de adiar a gravidez está cada vez mais ligada a fatores como o foco na carreira, o desejo de estabilidade financeira e emocional, além do maior acesso aos métodos contraceptivos”, explica.

Apesar de ser uma escolha cada vez mais comum, a especialista alerta que a gravidez após os 35 exige alguns cuidados adicionais. Com o avanço da idade, a chamada reserva ovariana diminui tanto em quantidade quanto em qualidade, o que pode influenciar diretamente nas chances de concepção.

“Ao contrário dos homens, que produzem espermatozoides continuamente, as mulheres já nascem com todos os óvulos que terão durante a vida. Com o tempo, esses óvulos vão sendo consumidos e envelhecem. Isso aumenta os riscos de complicações na gravidez, como abortos espontâneos e alterações cromossômicas”, ressalta a Dra. Maria Eduarda.

Mesmo assim, a idade isoladamente não define a possibilidade de uma gestação saudável. Há diversos fatores que podem influenciar a fertilidade, entre eles os hábitos de vida. “O estilo de vida saudável é mais importante ainda para quem planeja uma gestação tardia, pois fatores externos como tabagismo e obesidade podem acentuar ainda mais a perda de qualidade dos óvulos”, avalia a médica.

Nesse contexto, o planejamento e o acompanhamento médico tornam-se ainda mais importantes. A realização de exames pré-concepcionais, aliados a cuidados com alimentação, atividade física e saúde emocional, ajudam a preparar o organismo para uma gravidez mais segura. “É preciso cuidar da saúde física e emocional. Alimentação equilibrada, prática de exercícios e abandono de hábitos prejudiciais são atitudes que contribuem diretamente para uma gestação mais segura”, orienta a especialista.

Além disso, os avanços da medicina reprodutiva ampliaram as possibilidades para mulheres que desejam adiar a maternidade. Uma das alternativas mais utilizadas atualmente é a criopreservação, o congelamento de óvulos para uso no futuro. “Trata-se de um recurso importante, especialmente para quem quer ter alguma possibilidade de ser mãe mais tarde, sem depender exclusivamente da sorte”, afirma a ginecologista.

Conhecido também como congelamento social, o procedimento é regulamentado no Brasil e pode ser realizado por mulheres que desejam planejar melhor o momento da maternidade. A técnica também desempenha um papel essencial em tratamentos oncológicos, permitindo que pacientes preservem sua fertilidade antes de iniciar terapias que podem afetar os ovários.

Com mais de três décadas de atuação, a Genesis – Centro de Assistência em Reprodução Humana  se destaca nesse cenário ao oferecer tecnologia especializada aliada a um atendimento humanizado. “Nosso objetivo é acolher cada mulher em sua jornada única, oferecendo informações, suporte e as melhores alternativas disponíveis. A maternidade pode acontecer em diferentes momentos da vida, e o mais importante é que cada escolha seja feita com consciência e apoio”, conclui a Dra. Maria Eduarda Amaral.