Neste Dia Nacional da Visibilidade Trans (29), é reforçada a importância de falar sobre acesso, acolhimento e informação em saúde reprodutiva para esta parcela da população. A medicina reprodutiva avançou significativamente, e hoje pessoas transgênero contam com diversas possibilidades para construir suas famílias, sempre respeitando a individualidade de cada história, seus desejos e realidades.
Na Genesis, cada projeto parental é avaliado de forma única, com cuidado, respeito e escuta ativa. Como destaca a ginecologista e especialista em reprodução humana do Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis, Dra. Maria Eduarda Amaral, “não existe um único caminho para a maternidade ou paternidade. O que faz a diferença é entender o desejo reprodutivo de cada pessoa ou casal e indicar o tratamento mais adequado, de forma ética, segura e personalizada”, assegura.
A seguir, conheça algumas das principais possibilidades de tratamentos de reprodução assistida para pessoas trans:
Homem trans e mulher cis
Nesse caso, existem diferentes caminhos possíveis. O homem trans pode utilizar seus próprios óvulos, previamente preservados ou coletados por meio de estimulação ovariana, para uma fertilização in vitro (FIV) com sêmen de doador ou da parceria, caso exista.
O embrião pode ser transferido para o útero da mulher cis. Em algumas situações, o próprio homem trans também pode gestar, se assim desejar e se houver indicação médica. “A decisão sobre quem irá gestar e qual material genético será utilizado deve sempre respeitar o desejo do casal, considerando aspectos físicos, emocionais e hormonais”, explica a Dra. Maria Eduarda Amaral.
Mulher trans e homem cis
Para mulheres trans, a preservação da fertilidade é idealmente realizada antes do início da terapia hormonal, por meio do congelamento de espermatozoides. Com esse material, é possível realizar uma inseminação artificial ou FIV no útero de uma parceria (ou útero de substituição, quando indicado), utilizando óvulos próprios da parceira ou de doadora. “O estrogênio pode comprometer de forma irreversível a produção de espermatozoides, por isso a orientação precoce é fundamental”, ressalta a especialista.
Homem trans e mulher trans
Nessa configuração, é possível combinar técnicas. O homem trans pode fornecer óvulos (frescos ou congelados), enquanto a mulher trans pode utilizar espermatozoides previamente preservados. A gestação pode ocorrer no útero do próprio homem trans, se desejado, ou em útero de substituição, sempre seguindo as normas éticas e médicas vigentes.
Parentalidade solo
Homens trans que desejam a parentalidade solo podem recorrer à produção independente. É possível utilizar seus próprios óvulos e sêmen de doador por meio de FIV. A gestação pode ser realizada pelo próprio homem trans ou por uma pessoa que ceda o útero, conforme desejo e indicação médica. “A parentalidade solo é uma realidade cada vez mais comum e plenamente possível dentro da reprodução assistida”, afirma a Dra. Maria Eduarda Amaral.
Mulheres trans também podem realizar o sonho da maternidade solo. Quando há preservação prévia de espermatozoides, é possível formar embriões com óvulos de doadora. A gestação ocorre por meio de útero de substituição, respeitando todas as diretrizes do Conselho Federal de Medicina.
A importância da preservação da fertilidade
A preservação da fertilidade é uma ferramenta essencial para pessoas trans que desejam manter abertas as possibilidades reprodutivas no futuro. O acompanhamento conjunto entre especialistas em reprodução humana, ginecologia e endocrinologia faz toda a diferença nesse processo. “Falar sobre fertilidade antes do início da hormonização é um cuidado com o futuro e com os sonhos de cada paciente”, reforça a médica.
Na Genesis, seu sonho é acolhido! No universo da reprodução assistida, as possibilidades são muitas e nenhuma história é igual à outra. Estamos prontos para acolher o seu sonho com toda atenção, respeito e cuidado, caminhando ao seu lado em cada etapa.
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