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Dezembro Vermelho: Entenda o impacto das ISTs na fertilidade

A campanha Dezembro Vermelho conscientiza a população sobre as formas de transmissão do HIV, a importância da prevenção e do tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e seus impactos na saúde, na fertilidade e na qualidade de vida. No Brasil, mais de um milhão de pessoas convivem atualmente com o HIV, de acordo com o Ministério da Saúde. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que as ISTs estão relacionadas a aproximadamente 25% dos casos de infertilidade no mundo.

De acordo com a ginecologista e especialista em reprodução humana do Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis, Dra. Maria Eduarda Amaral, um dos principais riscos das ISTs está no fato de muitas delas não apresentarem sinais visíveis. 

“São doenças silenciosas. Como não há sintomas nos estágios iniciais, muitas pessoas não buscam atendimento médico e acabam descobrindo o problema quando ele já está mais avançado”, explica Amaral. De acordo com a médica, esse atraso no diagnóstico pode agravar o quadro clínico e comprometer a fertilidade, tornando necessário, em alguns casos, o uso de técnicas de reprodução assistida para viabilizar a gestação.

Entre os homens, as ISTs podem afetar estruturas como a uretra, a próstata e o epidídimo, interferindo diretamente na qualidade do sêmen. Nas mulheres, as principais complicações ocorrem nas tubas uterinas, estruturas responsáveis por conduzir o óvulo até o local onde ocorre a fecundação.

Em relação às pessoas que vivem com o HIV, a Dra. Maria Eduarda ressalta que o vírus, por si só, não provoca infertilidade. No entanto, existe o risco de transmissão vertical, da pessoa gestante para o bebê. Para reduzir essa possibilidade, o acompanhamento médico e o uso correto da terapia antirretroviral são fundamentais, mantendo a carga viral indetectável. A especialista lembra ainda que outras ISTs, como sífilis, clamídia e tricomoníase, também podem comprometer a fertilidade de forma direta ou indireta.

A médica reforça que o uso do preservativo continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra as ISTs. Além disso, a Dra. Maria Eduarda Amaral orienta que pessoas que desejam ter filhos realizem exames de rastreamento para doenças como gonorreia, clamídia, sífilis, hepatites e HIV. “Mesmo sem sintomas, essas infecções podem estar presentes e serem transmitidas. O diagnóstico precoce faz toda a diferença”, conclui.