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Mês do Orgulho  LGBTQIAPN+: reprodução assistida amplia possibilidades de parentalidade

Comemorado mundialmente em junho, o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+ é um momento para celebrar conquistas, reforçar direitos e visibilizar as diversas formas de existir. Entre os avanços mais significativos das últimas décadas está o acesso ampliado à reprodução assistida, que vem possibilitando a realização do sonho de maternidade e paternidade para pessoas da comunidade LGBTQIAPN+.

Desde 2013, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autoriza o uso de técnicas de reprodução assistida por casais homoafetivos, pessoas solteiras e pessoas trans, garantindo maior equidade no acesso a tratamentos que antes estavam restritos a casais heterossexuais.

Apesar disso, para muitos da comunidade LGBTQIAPN+, formar uma família nem sempre foi uma realidade possível. Esse cenário, no entanto, vem mudando com os avanços da medicina reprodutiva. “A medicina reprodutiva avançou consideravelmente nos últimos anos, proporcionando a essa população uma ampla variedade de tratamentos para realizar o sonho da maternidade/paternidade”, explica a ginecologista e especialista em reprodução humana do Centro de Assistência em Reprodução Humana Genesis, Dra. Maria Eduarda Amaral.

Entre as opções disponíveis, casais homoafetivos femininos podem recorrer à inseminação artificial ou à fertilização in vitro (FIV). “Na inseminação, trabalha-se com o sêmen do doador e realiza-se uma estimulação hormonal em uma das parceiras. Já a FIV envolve a retirada dos óvulos, fecundação em laboratório e posterior transferência do embrião para o útero, que pode ser da própria mulher ou da parceira, conforme fatores como idade e reserva ovariana”, detalha a especialista. 

Uma alternativa bastante procurada é a ovodoação compartilhada, especialmente indicada para quem enfrenta limitações financeiras. “É uma opção para casais que talvez não tenham condições de arcar integralmente com o tratamento. Mulheres com menos de 35 anos e sem histórico de doenças genéticas ou infecciosas podem doar parte de seus óvulos, e, em contrapartida, o casal receptor custeia parte do processo. Essa opção também pode beneficiar casais homoafetivos masculinos em busca de óvulos doados”, explica Amaral. 

Outra possibilidade é a importação de óvulos de bancos internacionais, uma vez que a comercialização de gametas não é permitida no Brasil. A doação, conforme estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo CFM, deve sempre ser anônima.

Para casais homoafetivos masculinos, a barriga solidária (ou gestação por substituição) surge como uma importante opção para realizar a paternidade biológica. Nesse processo, uma mulher voluntária recebe o embrião gerado a partir dos óvulos doados e do sêmen de um dos parceiros, gestando a criança até o nascimento. Essa alternativa permite que o casal tenha um vínculo genético com o filho, ampliando as possibilidades de construir família com apoio e respeito aos direitos envolvidos. 

A preservação da fertilidade também é um aspecto essencial, sobretudo para pessoas trans que desejam ter filhos biológicos no futuro. “O ideal é realizar a preservação antes do início do tratamento hormonal para afirmação de gênero, pois ele pode causar danos à fertilidade em homens e mulheres trans. Homens trans podem congelar seus óvulos antes ou mesmo após o início da hormonização. Já mulheres trans devem fazer a coleta de espermatozoides preferencialmente antes do uso de estrogênios”, alerta a Dra. Amaral. 

Com os avanços na medicina reprodutiva, novas possibilidades de formação familiar se abrem, respeitando as individualidades e necessidades de cada pessoa. “No universo da reprodução assistida, muitas são as possibilidades, e cada caso deve ser avaliado de forma única e individual”, ressalta a médica.

No Centro Genesis, o acolhimento é um dos pilares do atendimento. “Estamos prontos para acolher o seu sonho com toda atenção, respeito e cuidado. Estaremos ao seu lado a cada passo do caminho. Agende uma consulta e conte conosco”, conclui a Dra. Maria Eduarda Amaral.