Fertilização In Vitro (FIV)

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Fertilização In Vitro (FIV)

A técnica de fertilização in vitro (FIV) iniciou uma nova era da medicina reprodutiva quando, em 1978, resultou no nascimento do primeiro “bebê de proveta”, Louise Brown, na Inglaterra. Desde então, o desenvolvimento tecnológico tem proporcionado taxas de sucesso progressivamente maiores, garantindo a realização do sonho de muitos casais.

Inicialmente restrita às mulheres com obstruções das trompas, hoje a FIV é utilizada como opção terapêutica para casais com fatores masculino, imunológico, ovariano e com endometriose, entre outras causas.

No preparo para a FIV, o casal passa por um processo de avaliação clínica e exames complementares essenciais para a identificação precisa das causas da infertilidade e de fatores outros que possam interferir nos resultados. Uma vez que o casal tenha sido devidamente estudado e o tipo de FIV apropriadamente indicado, há duas possibilidades:

 

– FIV Convencional

  1. Estimulação ovariana controlada: utilizam-se medicamentos hormonais na estimulação dos ovários para que vários folículos entrem em crescimento, aumentando o número de óvulos disponíveis para a fecundação;
  2. Captação dos óvulos: realizada sob sedação anestésica por meio de uma agulha que é acoplada ao transdutor do aparelho de ultrassom. O ambiente é cirúrgico, com todos os rigores de assepsia e antissepsia e utilização de materiais descartáveis. Na maioria dos casos, a paciente recebe alta poucas horas após o procedimento e no outro dia pode voltar às suas atividades habituais.
  3. Classificação dos óvulos: os óvulos captados são classificados quanto à maturidade e qualidade pela equipe de biólogos do CTRA e apenas os óvulos maduros são apropriados para a fertilização.
  4. Fertilização dos óvulos: após a paciente ser submetida à aspiração dos folículos ovarianos, o sêmen a ser utilizado é, então, processado e os melhores espermatozoides são selecionados. Os espermatozoides e os óvulos são colocados em meio comum, por um período de 12 a 18 horas, após o qual verifica-se a ocorrência de fertilização.
  5. Avaliação de fertilização: no dia seguinte, verifica-se quantos óvulos maduros trabalhados estão fecundados. A taxa de fertilização média é de 70%.
  6. Classificação dos embriões: Eles são classificados de acordo com sua morfologia e velocidade de divisão (clivagem), visando a seleção dos melhores para a transferência ao útero.
  7. Transferência de embriões: é realizada entre 2 a 6 dias após a captação. O número a ser transferido obedece resolução à vigente do Conselho Federal de Medicina: no máximo 2 embriões para mulheres até 35 anos, até 3 para mulheres entre 36 e 40 anos e até 4 para mulheres acima de 40 anos.
  8. Congelamento dos embriões excedentes: os embriões excedentes viáveis serão congelados e poderão ser utilizados em ciclos futuros.
  9. Suporte de fase lútea: após a captação dos óvulos, quando indicado, utilizam-se hormônios para manutenção de eventual gestação inicial.
  10. Teste de gravidez: após 12 dias da transferência dos embriões, dosa-se o beta-hCG no sangue. Em caso positivo, uma ecografia transvaginal deve ser realizada após 3 semanas para confirmação clínica da gravidez.

– ICSI (Fertilização In Vitro com Micromanipulação de Gametas ou Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides)

Os casos de infertilidade masculina que não eram resolvidos pela FIV convencional vieram a ser melhor solucionados pela introdução desta técnica belga. A primeira gestação relatada ocorreu em 1991, e a Genesis adquiriu a tecnologia em 1996. Com a disseminação do conhecimento sobre os resultados da ICSI, ampliaram-se as indicações da técnica.

As etapas do tratamento são as mesmas da FIV convencional, com diferenças apenas no processo de manipulação dos espermatozoides. Nesta técnica, por meio de um microscópio com micromanipulador, os espermatozoides são injetados nos óvulos (um espermatozoide por óvulo) para obtenção dos embriões.
Nos casos de ausência de espermatozoides no sêmen, causada por obstrução (vasectomia, por exemplo) ou distúrbios de produção, os mesmos poderão ser obtidos por punções ou biópsias no epidídimo ou testículo.

Resultados – A avaliação da eficiência de um ciclo de tratamento vai além do número de gestações obtidas em cada 100 casais; a real efetividade de um serviço de reprodução assistida é medida pelo número de partos de crianças nascidas vivas por ciclo de transferência, uma vez que esta avaliação considera o número de bebês nascidos vivos e saudáveis.

Muito embora a eficácia dos procedimentos de reprodução assistida esteja em grande parte associada à qualidade dos profissionais e equipamentos do centro, existem condições invariáveis que afetam a probabilidade de gravidez, como a idade da mulher, dados da história clínica e o tempo de infertilidade.
As taxas de gravidez por ciclo de FIV/ICSI em todo o mundo costumam variar de 20% a 50%, de acordo com dados da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida, a depender de fatores como idade, tempo e causa da infertilidade.

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