Sobrepeso e obesidade podem afetar a infertilidade

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Sobrepeso e obesidade podem afetar a infertilidade

10 de maio de 2019

O sobrepeso e a obesidade podem interferir significativamente na capacidade reprodutiva, especialmente por afetar os ciclos hormonais. Nas mulheres, o excesso de peso causa ciclos menstruais irregulares associados à disfunção ovulatória. Já nos homens, ele pode afetar a produção de testosterona, a vitalidade dos espermatozóides, causar disfunção erétil, alterações hormonais e redução no desejo sexual.

Larissa Maciel, ginecologista da Genesis Brasília, explica que “devido a obesidade, algumas mulheres podem desenvolver problemas mais sérios, como a síndrome dos ovários policísticos (condição caracterizada por anormalidade no processo de ovulação como consequência de um desequilíbrio hormonal que leva à formação de cistos) e a interrupção ovulatória causada pelo hipotireoidismo (quando a glândula tireoide não produz hormônio o suficiente)”.

Para mulheres com obesidade, ausência de ovulação e menos de 35 anos é aconselhável, primeiramente, perder de 5 a 10% do peso total, num período de até seis meses. Com isso, pode-se realizar a indução da ovulação por meio de medicamentos orais, levando de três a seis ciclos até a concepção. Se a paciente não engravidar, indica-se a realização da fertilização in vitro, uma das técnicas de reprodução assistida (TRA).

De acordo com Larissa Maciel, a obesidade pode, ainda, atrapalhar a resposta ovariana durante os ciclos de fertilização in vitro, pois a estimulação com hormônios geralmente é mais longa e demanda maior dose de medicamentos. Além disso, nesses casos há maior risco de haver necessidade de cancelamento de ciclos e menor taxa de captura de óvulos.

“A obesidade pode afetar diretamente a morfologia (estrutura) do óvulo. Dessa maneira, compromete as taxas de fertilização e a qualidade dos embriões formados. Além disso, pode haver alteração da função do endométrio (tecido que reveste a parede interna do útero), diminuindo as chances de implantação do embrião”, finaliza a médica.

Por Larissa Sampaio
Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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