Saiba quais fatores interferem nos resultados da fertilização in vitro (FIV)

> Blog

Saiba quais fatores interferem nos resultados da fertilização in vitro (FIV)

18 de julho de 2019

Casos de fertilização in vitro aumentaram 17% em 2017, segundo a Anvisa

Realizada pela primeira vez na Inglaterra, em 1978, e introduzida ao Brasil em 1983, a fertilização in vitro (FIV) pode ser a solução para quem sonha em ter filhos e não consegue engravidar. E a técnica tem sido cada vez mais procurada.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2017 foram registrados 78.216 casos de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e congelados nas clínicas de reprodução assistida, representando um aumento de cerca de 17% da utilização dessa técnica no país em relação ao ano anterior.

Vários fatores podem interferir no êxito do procedimento. Para o dr. Adelino Amaral, ginecologista e sócio da clínica Genesis, o principal é a idade da mulher, fator relacionado à quantidade e à qualidade de óvulos que ela produz. Quanto mais óvulos a mulher produzir no processo de estimulação ovariana, maior serão as chances de engravidar. “Todavia, depois dos 35 anos há queda importante na produção desses óvulos. Consequentemente, a cada ano que passa depois dessa idade, há uma diminuição da probabilidade de gravidez”, acrescenta.

Outro ponto crucial é a qualidade do laboratório e da equipe médica: todos devem ser capacitados para realizar todas as técnicas de reprodução assistida, desde uma inseminação intrauterina até a técnica mais sofisticada, que é a fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática do espermatozoide.

“O laboratório também deve possuir um bom programa de congelamento de embriões e de óvulos para que os embriões excedentes sejam congelados e resultem, quando aquecidos e transferidos, em boas taxas de gravidez”, complementa Amaral. É importante, ainda, que a clínica seja capaz de fazer biópsias nos embriões para determinar se eles têm a constituição cromossômica normal.

Amaral reforça que, trabalhando nessas condições, é possível escolher o embrião com maior chance de ser implantado. “Isso faz toda a diferença. Quando você tem técnicas precisas de seleção embrionária, consegue reduzir o tempo necessário para a pessoa engravidar”.

Inseminação intrauterina – Consiste na transferência de espermatozoides processados em laboratório para o interior do útero da mulher após ela ter sido estimulada para a ovulação.

Fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática do espermatozoide – Por meio de um microscópio com micromanipulador, os espermatozoides são injetados nos óvulos (um espermatozoide por óvulo) para obtenção dos embriões.

Congelamento de embriões – Os embriões excedentes são colocados em uma solução especial com uma substância protetora e depois estocados em botijões de nitrogênio líquido, onde a temperatura chega a -196ºC. Embriões congelados apresentam a mesma taxa de sucesso que os embriões a fresco, e essa técnica oferece a vantagem de uma nova chance de gestação com menor custo.

 

Por Gabriela Brito Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

Mais Notícias

Genesis é convidada a validar diagnóstico genético não invasivo em embriões no Brasil

Equipe médica da Genesis participa do XXIII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida

Estudo holandês aponta que fertilização in vitro não aumenta risco de câncer de ovário

Saiba quais fatores interferem nos resultados da fertilização in vitro (FIV)

Corpo clínico da Genesis é destaque em eventos internacionais

Estilo de vida saudável é aliado da fertilidade

Fertilização in vitro pode ser uma alternativa para mulheres que realizaram a laqueadura tubária e desejam engravidar

Abortos de repetição: conheça as causas e possibilidades

Como a qualidade dos óvulos influencia na infertilidade?

Varicocele é uma das principais causas de infertilidade masculina