Reversão de vasectomia pode recuperar fertilidade masculina

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Reversão de vasectomia pode recuperar fertilidade masculina

21 de janeiro de 2019

É muito comum entre casais que, após um ou mais filhos, o homem considere realizar a vasectomia, procedimento que o torna estéril e impede que a família aumente. Entretanto, também existe a parcela de homens que se arrepende da cirurgia e volte ao desejo de aumentar a família ou formar uma nova.

Joseph Monteiro, urologista da Genesis Brasília, explica que “a vasectomia é um procedimento cirúrgico que impede a passagem do espermatozóide pelo canal deferente. Não há alteração na produção hormonal nem desempenho sexual. Além disso, também não tem relação com a diminuição da ejaculação”.

De acordo com a Lei do Planejamento Familiar, de 1996, os critérios para o homem que deseja realizar o procedimento são: ter pelo menos 25 anos ou 2 filhos vivos e estar em plena condição mental. Antes de realizar o procedimento, é fundamental que o paciente ou o casal assinem um Termo de Consentimento Informado no qual o casal concorda com a cirurgia e garante estar ciente do que se trata.

ARREPENDIMENTO – Quando o paciente vasectomizado se arrepende do procedimento e deseja ter um ou mais filhos, o médico apresenta duas possibilidades: a reversão cirúrgica ou a inseminação artificial (ISCI). Alguns fatores devem ser levados em consideração antes de decidir a estratégia mais adequada:

  • Tempo: quanto maior o tempo desde a realização da cirurgia, menores as chances de sucesso de uma gestação. “Isso acontece porque, embora a vasectomia não pare com a produção de espermatozoides, pode ocorrer uma redução gradual devido ao processo obstrutivo dos canais ou a criação de anticorpos contra os espermatozoides”, explica o especialista. Ou seja, com o passar do tempo desde a cirurgia, o homem pode não atingir o mínimo de espermatozoides necessário para que a mulher consiga engravidar. Joseph Monteiro aponta que “as maiores taxas de sucesso de gestação após reversão são nos primeiros dez anos, com uma obtenção de 44% de chances, em média, de engravidar. Após 15 anos desde a cirurgia, essa taxa cai para aproximadamente 30%”, afirma.
  • Fatores masculinos. Existem casos em que o homem que optou pela vasectomia e se arrependeu, também teve doença e/ou cirurgia na próstata, algum tipo de reposição hormonal ou atrofia no testículo e impactou em sua fertilidade. “Em casos como esse, é mais comum que o médico indique um tratamento de reprodução assistida, pois mesmo com a reversão da vasectomia, suas chances de ter um filho de maneira natural são muito pequenas”, afirma Joseph Monteiro.
  • Fatores femininos: Depois de 35 anos, as mulheres têm mais dificuldade para engravidar. Doenças como endometriose e ovários policísticos também podem interferir negativamente na fertilidade feminina. Portanto, “antes do homem decidir fazer a reversão da vasectomia, é importante que os fatores femininos também sejam avaliados. Caso algum problema com a mulher seja identificado, o especialista junto com o casal pode optar por ténicas de reprodução assistida para aumentar a família”, explica Joseph Monteiro.

REVERSÃO – O especialista comenta que a reversão é um procedimento muito mais complicado do que a vasectomia em si, por isso é muito importante que o profissional apresente todas as possibilidades e faça as avaliações dos fatores masculinos e femininos antes de decidir a melhor estratégia.

“Para realizar a vasectomia, usa-se anestesia local e o procedimento todo leva cerca de 40 minutos. O paciente pode andar e voltar pra casa no mesmo dia, por exemplo. Na reversão, o paciente fica internado 24 horas e a cirurgia tem duração de 3 a 4 horas.” finaliza Joseph Monteiro.

 

Larissa Sampaio
Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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