Por que a idade influencia na fertilidade feminina?

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Por que a idade influencia na fertilidade feminina?

22 de fevereiro de 2019

Ao contrário dos homens, que produzem espermatozoides ao longo de sua vida, as mulheres, caso não tenham nenhum problema genético, nascem com aproximadamente 1 a 2 milhões de óvulos e não os produzem mais ao longo da vida. Elas chegam à puberdade com cerca de 300 a 500 mil e, a cada ciclo menstrual, são perdidos cerca de 1000 óvulos.

GRAVIDEZ TARDIA – “O aumento do número de gravidezes a partir dos 30 anos, provocado por diversos fatores fez com que o impacto da gravidez tardia fosse percebido com mais frequência perante os médicos e a sociedade em geral”, explica Elielma Almeida, ginecologista da Genesis Brasília.

De acordo com o IBGE, em 2005 o percentual de mães com idade entre 30 e 39 anos era de 22,5%, e em 2015 esse percentual subiu para 30,8%. O declínio na fertilidade feminina torna-se acentuado a partir dos 35 anos de idade, com piora após os 40 anos.

Tanto o declínio quanto o aumento no tempo para conseguir ter um bebê se deve, principalmente, à redução significativa do número e da qualidade dos óvulos. Por isso, tem crescido também o número de mulheres que, por volta dos 30 anos de idade, congelam seus óvulos (criopreservação) para usá-los futuramente.

CRIOPRESERVAÇÃO – O processo de congelamento de óvulos, a criopreservação, começa com a indução dos gametas femininos por meio de hormônios. “Quando os óvulos respondem a esta indução e crescem em número e tamanho, a paciente passa por um procedimento chamado de captação de óvulos, para que os gametas sejam aspirados e congelados” comenta a especialista.

O congelamento social de óvulos está regulamentado pelas novas regras do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre Reprodução Assistida. Na Resolução CFM 2.168/2017 foi incluída a criopreservação social, permitindo que pessoas sem problemas reprodutivos pudessem realizar o procedimento para programarem uma gestação de acordo com sua programação pessoal, respaldando também o procedimento para as pacientes com câncer. “Para nós, especialistas, essa normatização da reprodução assistida é muito importante, respaldando o tratamento e dando segurança aos pacientes“ finaliza Elielma Almeida.

ONCOFERTILIDADE – Além do congelamento social, a criopreservação também possibilita que pacientes diagnosticados com câncer possam ter filhos após o tratamento. O procedimento é realizado da mesma maneira, no caso das mulheres, e é indicado que o congelamento seja feito antes que os pacientes como os tratamentos do câncer.

GENESIS – Com 26 anos de atuação, a Genesis – Centro de Assistência em Reprodução Humana conta com profissionais especializados, formados nos principais centros acadêmicos do mundo para prestar serviços de excelência na área de reprodução humana assistida. Experiente, a equipe agrega conhecimento e tecnologia e prima pela assistência ética, personalizada, com confidencialidade e foco no melhor resultado.

Por Larissa Sampaio

Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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