Pacientes diagnosticados com câncer podem ter filhos após o tratamento

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Pacientes diagnosticados com câncer podem ter filhos após o tratamento

12 de abril de 2019

No dia 8 de abril é celebrado o Dia Mundial da Luta Contra o Câncer. Graças à tecnologia e ao avanço da medicina, já existem estratégias de preservação da fertilidade de pacientes diagnosticados com câncer que desejam ter filhos após o tratamento da doença.

“Muitas pessoas acometidas pelo câncer estão em idade reprodutiva. Com a evolução da medicina, existe grande chance de cura total da doença. Isso possibilita que a paciente tenha uma vida normal e possa concretizar seu desejo de ter filhos, mas é preciso agir no momento certo, ou seja, antes de iniciar a quimioterapia ou radioterapia”, explica Hitomi Nakagawa, ginecologista e sócia da Genesis.

O atendimento para preservação da fertilidade após tratamento do câncer é multidisciplinar e envolve diversos profissionais da área da saúde, como o mastologista, oncologista, psicólogo e médico capacitado em reprodução assistida.

Em muitos casos, tratamentos com quimioterapia e radioterapia podem levar à falência total dos órgãos responsáveis pela reprodução, que no caso feminino, é o ovário. “Torna-se então imperativo que estas pessoas sejam orientadas a procurarem um centro capacitado em reprodução assistida para que possam ser orientadas antes do tratamento para o câncer, junto ao seu oncologista”, explica a especialista.

CONGELAMENTO DE ÓVULOS E ESPERMATOZOIDES – Após o diagnóstico do câncer, os pacientes que optarem pela preservação de sua fertilidade poderão congelar os óvulos, espermatozoides e até mesmo os embriões antes de iniciar a quimioterapia ou radioterapia, tratamentos mais comuns para combater o câncer.

O congelamento de óvulos e espermatozóides pode ser feito em qualquer estágio de diagnóstico do câncer, uma vez que não existem problemas éticos no descarte desse material. Já o congelamento de embriões deve ser indicado em situações muito individualizadas, onde existe grande probabilidade de cura, pois o descarte de embriões, em caso de falecimento do paciente ainda gera muitas discussões éticas.

A Genesis é pioneira na técnica de congelamento de óvulos no Centro-Oeste com o primeiro nascimento em 2010. “Nos anos de 2016 e 2017, tivemos os dois primeiros nascimentos de crianças em mulheres que congelaram óvulos por câncer de mama e após o tratamento realizaram a fertilização, gerando filhos”, finaliza Hitomi Nakagawa.

GENESIS – Com 26 anos de atuação, a Genesis – Centro de Assistência em Reprodução Humana conta com profissionais especializados, formados nos principais centros acadêmicos do mundo para prestar serviços de excelência na área de reprodução humana assistida. Com uma ampla experiência, a equipe Genesis busca constantemente a qualidade em medicina reprodutiva agregando conhecimento e tecnologia e primando pela assistência ética, personalizada, com confidencialidade e foco no melhor resultado para cada caso.

 

Por Larissa Sampaio
Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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