O pré-natal de quem engravidou por fertilização in vitro é diferente?

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O pré-natal de quem engravidou por fertilização in vitro é diferente?

13 de setembro de 2019

O pré-natal é um conjunto de exames médicos realizados durante todo o período de gravidez para o monitoramento da saúde da mãe e do bebê e para a identificação de possíveis alterações que possam interferir na gestação.

Mulheres que engravidam por fertilização in vitro (FIV), entretanto, geralmente apresentam algumas características que influenciam no pré-natal e, por isso, devem ter uma assistência especializada para evitar complicações obstétricas.

Idade – A maioria das pacientes que recorrem hoje à fertilização in vitro tem mais de 35 anos. “Sabidamente, uma gestação após essa idade já é considerada de alto risco devido ao aumento da incidência de pressão alta e diabetes no final da gravidez. Há também maior número de nascidos prematuros”, detalha o ginecologista e sócio da Genesis, Dr. Adelino Amaral.

Gestação múltipla – Os tratamentos de reprodução assistida oferecem maior probabilidade de gestação múltipla devido à quantidade de embriões transferidos para o útero para aumentar as chances de gravidez.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) recomenda a transferência de apenas dois embriões em mulheres com menos de 35 anos, máximo de 3 embriões para mulheres entre 36 e 40 anos e, para aquelas com mais de 40 anos, é possível transferir 4 embriões de qualidade. “O aumento da incidência de gravidez múltipla também é um fator de risco para gravidez e para a prematuridade”, explica o médico.

Hipertensão – Outro aspecto importante relacionado diretamente ao cultivo do embrião em laboratório é o aumento da incidência, inclusive em mulheres jovens, de doença hipertensiva da gestação (conhecida como pré-eclâmpsia) e de baixo peso ao nascer.

De acordo com o Ministério da Saúde, as alterações hipertensivas da gestação estão associadas a complicações fetais e maternas graves e a um risco maior de mortalidade materna e perinatal. Nos países em desenvolvimento, a hipertensão gestacional é a principal causa de mortalidade materna.

Segundo o Manual Técnico de Gestação de Alto Risco, do Ministério da Saúde, hipertensão arterial pode ser definida como “pressão arterial igual ou maior que 140/90 mmHg baseada na média de pelo menos duas medidas”. 

Malformação fetal – Existem relatos de pequeno aumento de malformações nos fetos de FIV em relação aos gerados de maneira natural. “Em 25 anos de realização de FIVs, confesso que a nossa incidência de malformação aqui na clínica é igual à da população geral. As mamães podem ficar tranquilas”, reforça o Dr. Adelino.

O recado, então, é fazer um acompanhamento pré-natal mais cuidadoso, levando em consideração esses parâmetros. “A maioria das pacientes que recorrem à fertilização in vitro, contudo, terão uma gravidez bem-sucedida”, finaliza.

 

Por Gabriela Brito Conversa – Estratégias de Comunicação Integrada

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