Genesis é convidada a validar diagnóstico genético não invasivo em embriões no Brasil

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Genesis é convidada a validar diagnóstico genético não invasivo em embriões no Brasil

16 de agosto de 2019

A Genesis foi uma das dez clínicas brasileiras escolhidas para validar, no país, o diagnóstico genético pré-implantacional não invasivo, nova técnica chinesa que diminui os riscos de danos ao embrião no momento de análise de seu DNA. A avaliação serve para detectar anormalidades cromossômicas que podem levar, dentre outras indicações, a falhas de implantação embrionária, perdas gestacionais e anomalias graves em bebês nascidos. 

A diretora do laboratório da Genesis, Iris Cabral, foi selecionada para o treinamento do novo procedimento no Centro Paulista de Diagnóstico, Pesquisa e Treinamento (CPDP), em Ribeirão Preto (SP), nos dias 1 e 2 de junho deste ano. O CPDP é um dos centros que já replica o diagnóstico genético pré-implantacional não invasivo no Brasil e a intenção da unidade é compartilhar a técnica para clínicas selecionadas e monitorar sua execução para que o procedimento seja validado em território nacional.

O curso foi conduzido pelo Dr. José Gonçalves Franco Júnior, diretor do CPDP e responsável pela introdução da técnica no Brasil, e por Jason Wang, profissional de suporte da técnica na China.

O grande diferencial desse exame é justamente seu caráter não invasivo. Atualmente, para fazer o diagnóstico de um embrião de fertilização in vitro, é preciso retirar uma pequena amostra de células. “Um dos grandes problemas da biópsia embrionária, que é uma tecnologia nova, é a remoção de células do embrião para detectar doenças genéticas e anomalias cromossômicas. Todo procedimento invasivo pode ser, apesar de pequeno, um risco para a evolução embrionária”, explica a Dra. Hitomi Nakagawa, ginecologista e sócia da Genesis.  

O diagnóstico genético pré-implantacional não invasivo analisa o DNA do embrião a partir do meio de cultivo em que ele é desenvolvido, sem necessidade de retirar células, diminuindo os riscos de danos e de perda embrionária. “Afina-se a zona pelúcida, camada protetora dentro da qual o embrião se desenvolve, para colocá-lo em contato com o meio de cultivo e coletar seu DNA para análise”, explica a Dra. Nakagawa.

Isso permite que o embrião seja analisado de uma maneira mais delicada. “Esse teste tem inúmeras vantagens porque minimiza riscos de manipulação embrionária. Além disso, por ser mais simples, ele poderá ser estendido a uma gama muito maior de pacientes, trazendo benefícios e completando o ciclo de reprodução assistida de forma mais segura e eficiente”, afirma a embriologista Iris Cabral. 

O diagnóstico genético pré-implantacional não invasivo ainda está em processo de validação. Acredita-se que em breve a Genesis comece a introdução da técnica em sua prática diária. “Como diretora do laboratório, acredito que a Genesis procura estar sempre na vanguarda dos avanços reprodutivos. Foi uma grande honra termos sidos convidados para iniciar essa tecnologia no Brasil e esperamos que isso traga um ganho muito grande para nossos pacientes”, complementa Cabral.

 

Por Gabriela Brito Conversa – Estratégias de comunicação integrada

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