Estudo holandês aponta que fertilização in vitro não aumenta risco de câncer de ovário

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Estudo holandês aponta que fertilização in vitro não aumenta risco de câncer de ovário

26 de julho de 2019

Um estudo conduzido pelo Instituto de Câncer da Holanda apontou que não há relação comprovada entre a realização de tratamentos de reprodução assistida e o aumento de casos de câncer de ovário invasivo e borderline (com baixo potencial de malignidade). A pesquisa, cuja íntegra ainda não foi publicada, foi apresentada no último mês de junho em Viena (Áustria), durante um dos mais importantes eventos científicos da área, o 35º Encontro Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam dois grupos durante 22 anos: um de 30.636 mulheres que receberam estimulação ovariana em um dos doze centros de fertilização in vitro holandeses e outro de 9.969 mulheres que buscaram tratar sua infertilidade sem recorrer à reprodução assistida. O estudo apontou que o risco de desenvolver câncer de ovário no grupo que foi submetido à FIV não aumentou em relação ao grupo que não utilizou a técnica.

Antônio César Paes Barbosa, ginecologista e sócio da clínica Genesis, participou do evento em Viena. Para ele, além tranquilizar as mulheres inférteis que desejam recorrer à fertilização in vitro, o trabalho mostra que a medicina reprodutiva se preocupa com uma análise muito mais global e não apenas com o momento de estimulação ovariana, feita com o uso de hormônios para que os folículos cresçam e o número de óvulos disponíveis para a fecundação aumente.

“O estudo permite dizer que não é possível inferir o risco oncológico baseando-se apenas na elevação do nível de estrogênio pela qual a mulher passa durante aproximadamente dez dias, ou seja: não existe comprovação científica de que a estimulação é fator determinante para ocorrência de câncer de ovário”, pondera. “Enquanto profissionais, nós nos preocupamos com a saúde da mulher e de seus respectivos filhos em longo prazo”, acrescenta.

Infertilidade – Segundo a Organização Mundial da Saúde, são considerados inférteis – incapazes de ter filhos – casais que mantêm relações sexuais sem métodos contraceptivos por doze meses e ainda assim não conseguem engravidar. No Brasil, estima-se que cerca de oito milhões de pessoas sofram com a condição.

A infertilidade atinge tanto homens quanto mulheres e pode ser causada por diversos fatores. Após um ano de tentativas infrutíferas, o casal que deseja ter filhos deve procurar ajuda médica para escolher o tratamento mais adequado. Mulheres acima de 35 anos devem fazê-lo após seis meses de tentativas fracassadas. Existem diversas técnicas de reprodução assistida que podem auxiliar o processo de engravidar.

Câncer de ovário – De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a infertilidade é fator de risco para o câncer de ovário. Estima-se que em 2018 tenham surgido 6.150 novos casos da doença. O avanço da idade, obesidade, genética e histórico familiar também são fatores que podem aumentar o risco de desenvolver a doença.

Por Gabriela Brito Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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