Estilo de vida saudável é aliado da fertilidade

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Estilo de vida saudável é aliado da fertilidade

5 de julho de 2019

Fumar, não praticar atividades físicas ou praticá-las em excesso, dormir pouco, manter uma dieta desequilibrada, tomar muito café e o estresse são alguns dos fatores que podem impactar diretamente na fertilidade de homens e mulheres em idade reprodutiva. “Por isso, manter um estilo de vida saudável é um grande aliado para a preservação da fertilidade”, afirma Nicolas Cayres, ginecologista da Genesis Brasília.

Atividades Físicas
A prática de atividade física moderada é uma grande aliada para combater problemas de infertilidade porque ela pode evitar o sobrepeso e auxiliar numa rotina de vida mais saudável. Entretanto, os exercícios físicos não podem ser extenuantes, pois mulheres que praticam atividade física excessivamente também podem exibir alterações no sistema reprodutor. O especialista explica que “isso acontece devido à maior demanda energética, que acaba alterando a função hipotalâmica, com desbalanço hormonal e consequente distúrbio menstrual”.

Outro fator importante é o tabagismo, tendo em vista que mulheres tabagistas têm o dobro de risco de apresentarem infertilidade. “O cigarro pode diminuir a quantidade de óvulos, possibilitando ainda alterações genéticas nessas células. Além disso, gestantes tabagistas têm maior risco de gravidez nas trompas e de aborto”, comenta o especialista.

Hábitos Saudáveis
No caso das mulheres, o sobrepeso ou a desnutrição podem afetar diretamente sua função reprodutora. Isso acontece devido ao desequilíbrio hormonal provocado por estes comportamentos, que acaba determinando uma disfunção nos ovários. Nos homens, a obesidade pode diminuir tanto a quantidade quanto a qualidade dos espermatozoides, interferindo também nos níveis de testosterona.

Além de hábitos alimentares saudáveis, o sono pode ser responsável pela infertilidade de um casal. “Apesar de não diminuírem os níveis de testosterona, distúrbios do sono estão associados à diminuição na quantidade de espermatozoides. Na fertilidade feminina, a alteração do sono pode ativar hormônios das glândulas suprarrenais e gerar mudança da produção de hormônios reprodutivos”, avalia Nicolas Cayres. Além disso, dormir pouco pode levar o sistema imunológico a se voltar contra tecidos e órgãos saudáveis, causando uma inflamação, que acaba afetando a fertilidade.

O especialista comenta que, embora a relação do estresse com a infertilidade nos homens seja de difícil comprovação científica, estima-se que esta condição possa diminuir a concentração espermática, a capacidade de se moverem assim como a morfologia dos espermatozoides. Quanto às mulheres, acredita-se que o estresse excessivo pode acabar alterando a função do hipotálamo, que controla hormonalmente o sistema reprodutivo, e pode culminar em alterações menstruais e ovulatórias. “Nesse contexto, práticas que diminuem o estresse, como atividade física ou terapias psicológicas, poderiam melhorar as taxas de gestação”, finaliza Nicolas Cayres.

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