Corpo clínico da Genesis é destaque em eventos internacionais

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Corpo clínico da Genesis é destaque em eventos internacionais

12 de julho de 2019

A Genesis participa ativamente da atualização científica do corpo clínico. Os frutos desses incentivos à qualificação aparecem em forma de reconhecimento de diversas sociedades de especialidades ligadas à área de reprodução assistida e também por meio de convites para apresentação em eventos e publicações. Além disso, semanalmente a clínica reúne todo o corpo clínico para uma reunião científica. O cronograma é montado previamente e cada médico decide a pauta que vai apresentar a seus colegas elabora a sua apresentação a seus colegas embasado nas mais recentes pesquisas e literatura médica para posterior discussão sobre o tema. Dessa maneira, a cultura de compartilhar informação e a busca pela atualização constante fazem parte da rotina da clínica.

Lizandra Paravidine, ginecologista da Genesis, concluiu seu trabalho de mestrado no final de 2016, na Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB). O seu trabalho foi aprovado para compor o Journal of Minimally Invasive Gynecology, uma revista científica internacional. Em novembro de 2018, a pesquisa foi escolhida como o 2º melhor trabalho do Congresso Mundial de Videocirurgia e Cirurgia Minimamente Invasiva, da Associação de Ginecologia Laparoscópica Americana (AAGL), em Las Vegas.

No começo de 2019, a especialista da Genesis foi convidada para apresentar o mesmo trabalho no 15º Congresso Internacional da AAGL e 16º Congresso Nacional Italiano, que aconteceu em Florença, Itália, em maio.

O tema da pesquisa é “Fatores de risco para câncer de endométrio em pólipos endometriais extraídos por histeroscopia”. “Uma dúvida que nós tínhamos, inclusive aqui na Genesis, era para quais pacientes precisaríamos indicar a retirada do pólipo endometrial. Por isso, meu trabalho teve como objetivo avaliar os fatores de risco de câncer de endométrio em pólipos endometriais”, explica Paravidine.

Como resultado da pesquisa, a ginecologista concluiu que pacientes com pólipos endometriais e que também apresentam quadros de obesidade, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, sangramento uterino pós-menopausa e usuárias de tamoxifeno, medicamento indicado para câncer de mama, têm mais chances de desenvolver câncer de endométrio.

Lizandra Paravidine afirma que o incentivo da Genesis é primordial para o constante interesse na busca por novidades. “A Genesis se preocupa muito com atualização científica porque todos os protocolos da clínica são baseados em evidência científica. Na medicina existem muitos ‘modismos’ que caem por terra, mas todos os nossos procedimentos têm comprovação científica. As reuniões do corpo clínico são baseadas sempre em pesquisas recentes, o que estimula muito o crescimento de todos os nossos colegas médicos. Além disso, nós participamos muito de eventos nacionais e internacionais e a troca de aprendizados entre o corpo clínico acontece com frequência”, finaliza.

Motivo pessoal foi inspiração para pesquisa

Uma outra pesquisa que teve destaque recentemente foi da ginecologista Bárbara Freyre, que elaborou sua monografia do Estágio Avançado em Reprodução Assistida e Endoscopia Ginecológica da Genesis sobre o resultado de gravidez nas pacientes da clínica diagnosticadas com sinéquia intra-uterina.

Sinéquia é a cicatrização anormal do útero e é uma condição que pode levar à infertilidade. “O diagnóstico é mais comum em mulheres que sofreram aborto e precisaram fazer algum procedimento de curetagem ou aspiração manual intra-uterina (AMIU), e é possível ser identificado por meio de exames. Muitas pacientes demoram muito a descobrir a sinéquia e isso pode ocasionar outros problemas, como falha hormonal ou de ovulação decorrentes do adiamento da gestação e comprometimento da reserva de óvulos”, explica Freyre.

A especialista reuniu os casos de sinéquia dos últimos cinco anos da Genesis, elaborou um gráfico comparativo e investigou quantas dessas mulheres conseguiram uma gestação e qual foi o desfecho: se o bebê nasceu ou se acabaram sofrendo abortos.

Bárbara Freyre conta que o tema do trabalho surgiu porque ela teve sinéquia. A especialista sofreu um aborto e foi necessário fazer uma AMIU, procedimento de limpeza do útero. “Perdi completamente a perspectiva de engravidar, meu útero ficou obstruído. Conversei com o Dr. Adelino, um dos sócios da Genesis, e ele se prontificou a me ajudar imediatamente. Então, eu sou uma das pacientes estudadas no meu trabalho e estou grávida!”, comemora.

A ginecologista afirma que conseguiu engravidar graças ao empenho dos colegas de trabalho. “Hitomi Nakagawa e Marina Paes Barbosa (especialistas da Genesis) também estavam na minha cirurgia. Eu não podia escolher outro tema para fazer meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) porque estava vivendo todo esse processo enquanto fazia o Estágio Avançado da clínica”, comenta.

Após apresentar sua pesquisa, Freyre enviou o trabalho para o Congresso Mundial de Histeroscopia, que aconteceu em Barcelona durante o mês de maio de 2019. Como já está no final da gestação, ela não pode viajar para fazer a apresentação oral de seu trabalho, mas pediu que uma colega o fizesse para ela.

Os resultados da pesquisa mostraram que mais da metade das pacientes que tiveram sinéquia e fizeram o tratamento na clínica Genesis conseguiram engravidar posteriormente. Algumas mulheres tiveram aborto devido a outros fatores de risco pessoais, mas grande parte delas conseguiu ter o bebê.

“Uma outra conclusão importante é que essas pacientes têm de ser muito bem acompanhadas durante o processo da lise de sinéquias, procedimento cirúrgico que recupera o útero por meio de um procedimento minimamente invasivo, tanto quanto no pré-natal porque são pacientes que têm mais riscos de ter intercorrências obstétricas”, explica Bárbara Freyre

A médica acredita que o estímulo dos sócios e as reuniões científicas semanais são muito importantes para o crescimento profissional de todo o corpo clínico. “Estamos sempre motivados a procurar novidades porque a equipe é muito engajada e os sócios estimulam que busquemos conhecimento para oferecer o melhor a nossos pacientes.”

Os médicos, embriologistas, enfermeiros e psicólogos da Genesis participam ativamente da formação de novos colegas e parte deles ocupa ou já ocupou cargos importantes nas sociedades de especialidades ligadas à área da reprodução assistida, como o Conselho Federal de Medicina (CFM), a SBRA – Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e Rede Latinoamericana de Reprodução Assistida (REDLARA).

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