Como pacientes de reprodução assistida, gestantes e tentantes devem encarar a vacina contra a Covid-19?

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Como pacientes de reprodução assistida, gestantes e tentantes devem encarar a vacina contra a Covid-19?

27 de fevereiro de 2021

Na segunda semana de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) se posicionou sobre o uso de vacinas contra a Covid-19 em pacientes de reprodução assistida, grávidas e população de risco entre grávidas. A nota conjunta com a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida (REDLARA) e outras instituições avaliou também as diretrizes emitidas por Sociedades que atuam no campo da reprodução humana, como a europeia (ESHRE), a americana (ASRM), a canadense (SOGC) e a Federação Internacional de Sociedades de Fertilidade (IFFS), entre outras.

A Genesis adota o posicionamento da SBRA e da REDLARA e reforça que não há indícios de que a vacina eleve o risco de contrair o novo coronavírus, já que nenhum dos imunizantes contra a Covid-19 utiliza o vírus vivo. “Não se acredita que possam causar nenhum risco aumentado em relação à infertilidade, perda gestacional, natimortalidade ou de anomalias congênitas. A imunização contra a Covid-19 é recomendada a todas gestantes e tentantes. O risco de não se vacinar supera o de se vacinar”, explica a ginecologista e sócia da Genesis Hitomi Nakagawa, em vídeo publicado no canal do centro no YouTube.

Sintomas – Ainda segundo a ginecologista, de cada quatro gestantes infectadas pelo novo coronavírus no primeiro trimestre, três terão sintomas leves ou moderados. “Ao final da gestação, o risco de partos prematuros e quadros mais graves aumenta, mas a frequência ainda é baixa”, complementa.

Por outro lado, mulheres que apresentam comorbidades como diabetes, hipertensão e obesidade têm risco aumentado de quadros mais graves da Covid-19. Idade mais avançada e piores condições socioeconômicas também aumentam as chances de sintomas mais fortes.

Saúde do bebê – Outro ponto que vale ser ressaltado é a relação entre o novo coronavírus e a saúde do bebê. “A Covid-19 não provocou aumento significativo em malformações ou morte de bebês”, continua Nakagawa. Também não há indícios de transmissão vertical – da mãe para a criança.

“Tudo que está relacionado à Covid-19 é novo. Por mais que nos posicionemos, é preciso ter consciência de que podem ser atualizados à medida que novos conhecimentos são acrescentados com base em pesquisas científicas”, finaliza Nakagawa.

Por Gabriela Brito Conversa | Estratégias de Comunicação Integrada

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