Bronzeamento artificial pode estar associado a maior risco de endometriose, aponta estudo

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Bronzeamento artificial pode estar associado a maior risco de endometriose, aponta estudo

29 de janeiro de 2021

Uma pesquisa realizada com mais de 100 mil mulheres brancas nos Estados Unidos apontou que há maior risco de desenvolvimento de endometriose naquelas que tiveram mais queimaduras de sol e realizaram mais bronzeamento artificial durante a adolescência e o início da vida adulta.

Os resultados mostraram que, comparadas com mulheres que nunca fizeram bronzeamento artificial, aquelas que realizaram o procedimento seis ou mais vezes ao ano quando eram adolescentes e jovens adultas tinham 19% mais risco de ter endometriose. Já as que fizeram isso entre os 25 e 35 anos tinham 24% a mais de risco. Esse número sobe para 30% em mulheres que usaram camas de bronzeamento artificial três ou mais vezes ao ano em ambas faixas etárias.

A endometriose é uma condição causada pela localização do endométrio na região externa da cavidade uterina, quando normalmente esse tecido recobre a porção interna do útero. Quando isso acontece, o endométrio pode implantar-se nos ligamentos pélvicos, vagina, tubas uterinas, músculo do útero, ovários ou até mesmo intestino, bexiga e outros órgãos.

“A doença pode levar à infertilidade feminina devido à alteração da anatomia da pelve, causada por possíveis aderências entre os órgãos ou, mais frequentemente, ao ambiente hostil causado pela resposta inflamatória local”, explica a ginecologista da Genesis Lizandra Moura.

A relação entre exposição ao sol e camas de bronzeamento artificial e risco de endometriose não são claras ainda. Os autores apontam que alta exposição a raios UV é associada a danos celulares ao DNA, à inflamação e ao risco de melanoma. Camas de bronzeamento emitem luz UVA, associada a maior risco de danos celulares e a respostas imunológicas mais fracas, fatores que foram ligados à endometriose.

Leslie Farland, professora assistente na University of Arizona College of Public Health (EUA), que conduziu a pesquisa, disse que estudos anteriores já sugeriram que mulheres com endometriose também têm mais chance de desenvolver câncer de pele (melanoma) e que, embora os fatores exatos por trás da associação entre essas duas condições permaneçam desconhecidos, diversas pesquisas apontam maior risco de endometriose em mulheres mais sensíveis à luz do sol, que não bronzeiam facilmente, têm cabelo vermelho, olhos claros e sardas. “Essas associações podem refletir uma relação genética comum entre endometriose e melanoma ou uma associação em segundo plano entre exposição ao sol e risco de endometriose”, explica a pesquisadora.

Por Gabriela Brito Conversa | Estratégias de Comunicação Integrada

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