Saiba como infecções sexualmente transmissíveis interferem na fertilidade

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Saiba como infecções sexualmente transmissíveis interferem na fertilidade

21 de fevereiro de 2020

Segundo o Ministério da Saúde, as infecções sexualmente transmissíveis (IST) são difundidas principalmente por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina com uma pessoa que esteja infectada. “Quando não tratadas, podem afetar a fertilidade em ambos os sexos e, em caso de gravidez, inclusive comprometer a saúde do feto”, explica a ginecologista da Genesis Natália Paes Barbosa. 

As IST são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e nem sempre apresentam sintomas, de maneira que o indivíduo pode ter a infecção sem diagnóstico e tratamento adequados, como é o caso da clamídia e da gonorreia. Uma vez diagnosticadas, a terapêutica é feita por meio do uso de antibióticos. 

Clamídia – Em mulheres, infecções por clamídia não tratadas ou repetidas podem causar doença inflamatória pélvica, que pode danificar as tubas uterinas. “Aquelas com as tubas uterinas obstruídas ou com distúrbio dos movimentos ciliares correm risco de infertilidade e têm maior perigo de gestação ectópica – que se desenvolve na tuba, e não no útero”, explica Natália. Os sintomas podem incluir corrimento vaginal, ardência ao urinar, dor durante o sexo, sangramento transvaginal irregular e dor abdominal. 

Já em homens, a infecção por clamídia ou por gonorreia pode causar inflamação do sistema reprodutor masculino e afetar a qualidade do espermatozoide. Os sintomas podem incluir secreção no pênis, desconforto ao urinar e testículos inchados e doloridos. 

Sífilis – É causada por bactérias que podem ser transmitidas para o bebê durante a gravidez. A sífilis pode causar aborto, morte fetal intrauterina e problemas graves de saúde para a criança. O tratamento é feito com antibióticos para evitar essas complicações.

HIV – Vírus que pode ser transmitido para o parceiro durante relações sexuais e para o bebê através da gravidez e da amamentação. Atualmente, não existe vacina nem cura para essa infecção. “O uso de medicamentos antivirais, entretanto, permitem a pessoas portadoras do HIV uma boa qualidade de vida e a possibilidade de ter filhos. Técnicas de reprodução assistida podem minimizar os riscos de transmissão para o parceiro e para o bebê”, salienta Natália.

“O uso de preservativo é a melhor maneira de evitar IST. Preste atenção ao seu corpo e, caso suspeite de alguma coisa, consulte um médico para avaliação adequada. A detecção e o tratamento precoces reduzem o risco de infertilidade e aumentam as chances de sucesso do tratamento”, finaliza.

Por Gabriela Brito Conversa | Estratégias de Comunicação Integrada

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