Pesquisa aponta relação entre idade paterna avançada e maiores taxas de abortamento: entenda

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Pesquisa aponta relação entre idade paterna avançada e maiores taxas de abortamento: entenda

6 de julho de 2020

Uma pesquisa recente conduzida nos Países Baixos apontou a existência de relação entre maiores taxas de abortamento e idade paterna mais avançada. A metanálise – conclusão tirada a partir de um conjunto de vários estudos menores – publicada em maio de 2020 no jornal Human Reproduction concluiu que com espermatozoides de homens entre 40 e 44 anos existe um aumento da taxa de abortamento em cerca de 23% em gestações com menos de 20 semanas.

Para uma idade paterna superior a 45 anos, a taxa de abortamento passa a ser de 43% em gestações com menos de 20 semanas. E em gestações com menos de 13 semanas, ou seja, três meses (primeiro trimestre), essa taxa de abortamento aumenta em 74%.

Os resultados são importantes porque reforçam que, assim como as mulheres, homens também devem se preocupar com a idade quando pensam em ter filhos: a infertilidade masculina é motivo de insucesso de gestação em cerca de 30% dos casais que tentam engravidar.

“Como a reserva espermática é renovada a cada três meses, muitos pensam, então, que a idade não é um fator preponderante para a fertilidade masculina. Mas isso não é necessariamente verdade e a pesquisa reforça isso”, explica Nícolas Cayres, ginecologista e obstetra da Genesis.

Geralmente, as causas de infertilidade masculina são problemas na qualidade ou quantidade do sêmen, dentre os quais destaca-se a presença de varicocele, infecções genitais, traumas, a própria cirurgia de vasectomia – quando o homem se arrepende do procedimento e quer um filho depois –, malformações genitais, tabagismo, abuso álcool e de substâncias ilícitas.

A metanálise também revela que um estudo prospectivo de caso-controle está sendo realizado nos Estados Unidos com muitos pacientes para analisar a idade paterna e a integridade do DNA espermático. “Os primeiros resultados estão previstos para o fim deste ano e os pacientes pesquisados deverão ser acompanhados até 2025. Muita novidades devem surgir e, por isso, precisamos nos atualizar constantemente”, finaliza Nícolas.

Por Gabriela Brito Conversa | Estratégias de Comunicação Integrada

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