#NovembroAzul: congelamento de espermatozoides pode preservar fertilidade masculina

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#NovembroAzul: congelamento de espermatozoides pode preservar fertilidade masculina

16 de novembro de 2017

Durante o mês de alerta aos homens sobre a prevenção e importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata – segundo tipo de câncer mais comum indivíduos do sexo masculino -, outro destaque é fundamental: a possibilidade de preservação da fertilidade em homens diagnosticados com a doença e que precisarão se submeter a tratamentos para curá-la.

De acordo com Joseph Monteiro, urologista da Clínica Genesis Brasília certificado em reprodução assistida pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a criopreservação (congelamento de material genético), pode ser a solução. “Os tratamentos para o câncer de próstata como radioterapia ou cirurgia podem levar à infertilidade, mesmo que a doença seja descoberta precocemente”, informa.

Por isso, antes de iniciar as terapias recomendadas pelo oncologista, é preciso saber se há a intenção de gerar filhos biológicos no futuro e, se houver, considerar o procedimento de criopreservação, técnica que integra a especialidade da medicina batizada de oncofertilidade.

“Uma possibilidade é congelar o sêmen em uma clínica de reprodução, antes da radioterapia. Nos casos de tratamento cirúrgico, além da possibilidade do congelamento antes da cirurgia ainda é possível obter posteriormente os espermatozoides diretamente do testículo para o processo de fertilização in vitro, no qual o óvulo é fecundado no laboratório e o embrião é transferido para o útero”, exemplifica Joseph Monteiro.

O paciente é orientado a fazer o congelamento dos espermatozoides antes de começar seu tratamento. Para isso, ele passa por exames laboratoriais que identificam quaisquer doenças infecciosas que podem ser transmitidas através do sêmen, como hepatite e sífilis. “Esta avaliação é realizada rotineiramente e, mesmo que alguma dessas doenças seja identificada, a amostra pode ser congelada. Todavia, ela passa por um protocolo de segurança laboratorial na armazenagem e posterior utilização”, explica o médico.

 

Por Larissa Sampaio

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